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// meio ambiente20/07/2011 17:13 - Atualizado em 20/07/2011 17:13 - 317 Acessos

Fiscais ambientais identificam novo golpe

Mateus AndradeEntrar em Contato
Fiscais ambientais identificam novo golpe Fiscais ambientais identificam novo golpe
Madeireiros de Rondônia estão utilizando um novo golpe, para driblar a fiscalização dos órgãos de proteção ambiental. É a utilização das placas de identificação da cadeia de custódia dos planos de manejo. Desta forma é possível transportar árvores extraídas ilegalmente sem chamar muita atenção.

A fraude foi descoberta no final de semana, quando dois carregamentos de madeira foram apreendidos em operação de combate ao desmatamento no município de Cujubim. A fraude consistia em colocar as plaquetas da cadeia de custódia em árvores que foram retiradas ilegalmente de áreas de reserva legal de propriedades particulares ou de florestas públicas – através da cadeia de custódia é possível saber a localização exata e a essência florestal de cada árvore de um plano de manejo legalizado.

O objetivo do golpe era conseguir transportar a madeira ilegal das fazendas ao pátio das madeireiras, sem chamar a atenção da fiscalização, porque as árvores que não possuem a identificação com certeza não vieram de planos de manejo.

O agente de proteção ambiental da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Ronan Rodrigues Reis, disse que os motoristas dos caminhões, utilizados para transportar a madeira, apresentaram a documentação dos carregamentos, que aparentemente não apresentavam falhas.

Depois de várias perguntas, os trabalhadores caíram em contradição e acabaram confessando que a madeira tinha sido extraída de uma propriedade particular e não de um plano de manejo, conforme constavam nos documentos. “Isso é um problema grave, porque estão retirando madeira de áreas não autorizadas, enquanto que a árvore do plano de manejo continua de pé e quando ela for ser abatida será necessário cometer outra irregularidade, para a sua retirada”, explica o servidor da Sedam.

Os dois motoristas foram autuados pelo transporte ilegal da madeira. Também será iniciada investigação contra a madeireira que receberia os carregamentos e o dono da propriedade de onde as árvores foram extraídas. Em Cujubim, a operação contra o desmatamento é coordenada pela Sedam com o apoio do Comando de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Fiscalização gera revolta

Há duas semanas, a fiscalização contra crimes ambientais desencadeou protestos no município de Buritis. Os manifestantes chegaram a fechar os acessos à cidade por mais de 30 horas, cobrando a regularização fundiária, para que a extração de madeira seja feita de forma legal. A mobilização coincidiu com a apreensão de dois caminhões toreiros, um tratador e uma retroescavadeira, que estavam dentro da reserva Jaci-Paraná.

Os protestos só chegaram ao fim depois que a Secretaria de Segurança Pública (Sesdec) anunciou o envio de tropas da Polícia Militar, para reestabelecer a ordem no município e prender os envolvidos no movimento.

Segundo o Ibama foi registrado desmatamento de 60 km² entre os meses de maio e junho dentro da reserva, o que motivou a intensificação da fiscalização. Os municípios de Cujubim e Buritis estão incluídos no chamado “arco do desmatamento”, onde foi registrado crescimento da retirada ilegal de madeira – o monitoramento é realizado através de imagens de satélite.

Além de bases fixas, as operações nos dois municípios estão sendo realizadas com o patrulhamento volante das estradas rurais, por onde é escoada a madeira retirada ilegalmente das áreas de reserva.

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